O título deste texto é bastante clichê, né? Pois então termine de lê-lo, e depois me diga se eu devo ou não alterá-lo.

Resolvi escrever este texto, de cunho relativamente bastante íntimo, para compartilhar com você, que tem interesse em coaching, algumas mudanças significativas pelas quais passei desde que ele entrou em minha vida.

Meu primeiro contato com o coaching é recente, data de Outubro de 2012, quando contratei uma psicóloga e coach de São Paulo para me auxiliar com algumas questões profissionais. Eu já lecionava Psicologia em cursos de graduação e pós-graduação há quase sete anos, tendo experimentado até a coordenação de uma pós, mas andava insatisfeito com tal atividade.

Cinco sessões foram o start para uma série de mudanças (que internamente eu já tinha certeza que queria fazer), só me faltava coragem. Ao dar os passos iniciais, ao sair da minha zona de conforto, fui levantando mais e mais informações sobre mim e minha vida, que foram me dando a “certeza” de que eu estava num caminho que poderia dar certo.

À época, uma primeira mudança que recordo ter sido significativa foi aumentar o valor das minhas sessões de psicoterapia, bem como observar que as novas indicações de clientes não vinham mais com tanta frequência apenas pelo fato de eu ser professor, e sim do boca à boca mesmo realizado pelos próprios clientes.

Ou seja, uma crença que eu tinha de que “se eu parasse de dar aula, meu consultório declinaria”, começou a ser revista.

Em Maio de 2013 iniciei minha primeira Formação em Coaching (Personal and Professional Coaching). Gostei tanto do que aprendi e vivenciei, que saí de lá com a plena convicção de que iria agregar este serviço a minha vida profissional. Comecei então a atuar como coach, já desejoso de dar continuidade e aprofundamento a este novo ramo que havia surgido para mim.

Neste mesmo período, diante da insatisfação com a carreira docente, fui até a coordenação do curso na instituição em que lecionava pedir uma licença não remunerada de 1 ano. Na minha cabeça, esta seria a maneira mais segura de fazer uma transição de carreira, que no meu caso seria parar de dar aulas e ficar “apenas” no meu consultório, como terapeuta e coach. Na pior das hipóteses, caso não desse certo, eu voltaria a lecionar.

Nesta conversa, entretanto, fui pego de surpresa com a possibilidade de ser demitido, caso eu quisesse. A coordenadora havia entendido perfeitamente os movimentos que eu estava prestes a fazer e sabia o quanto eu poderia voar alto ao não mais ficar preso a uma instituição de ensino.

Dois dias depois, lá estava eu aceitando sua proposta.

Em Julho de 2013, finalizei um percurso fundamental em minha vida profissional: sete anos e meio de muito aprendizado ao lecionar para um público diverso, com experiências distintas. Finalizava um ciclo com uma base sólida de conhecimentos teóricos e muita expertise em como conduzir grupos.

Uma vida nova se abria diante de mim. Queria começar tudo de novo, com a liberdade plena para fazer e acontecer, do meu jeito. Autonomia sempre foi e continua sendo um valor muito forte pra mim.

Neste sentido, entendi que também queria me desprender de uma sociedade que eu tinha com mais 2 psicólogas. Tínhamos em conjunto um núcleo que oferecia cursos, palestras e alguns serviços de psicologia. Iniciei então o mês de Agosto de 2013 em voo solo.

01/08/13 marca então esta nova trajetória com o lançamento do meu site: www.ghoebermorales.com.br. Agora era “eu e eu”, oferecendo os serviços de terapia e coaching em meu consultório. Uma fanpage foi criada no Facebook, uma conta no Instagram também. Enfim, ali foi o início da minha vida profissional nas redes sociais.

Nada muito simples para um psicólogo como eu, analista do comportamento, à época cheio de regras um pouco rígidas a respeito de Psicologia e Marketing, receoso de perder credibilidade e respeito dos colegas da área.

Outubro e Novembro de 2013 foram marcados pelas Formações em Executive Coaching e Master Coaching, como forma de me aprofundar mais num mundo que me encantava mais e mais.

Em Fevereiro de 2014, ministrei em Belo Horizonte (faltando uma semana para o carnaval), um workshop intitulado “Você no Comando”, incluindo um mix de ferramentas de coaching com atividades terapêuticas, visando o autoconhecimento, bem como definição e alcance de objetivos.

Primeira turma esgotada, um sucesso.

Neste mesmo ano de 2014, várias edições do workshop ocorreram, incluindo duas edições em São Paulo e uma no Rio de Janeiro, além de muitas em Belo Horizonte, com a participação da minha equipe de trabalho, composta por mais 3 psicólogos.

Duas destas edições também ocorreram com uma outra psicóloga, parceira de trabalho. Entretanto, esta rápida parceria foi desfeita em Janeiro de 2015 e o workshop sofreu algumas alterações, incluindo mudança de nome.

Mais uma vez, me peguei contrariando o meu valor “autonomia”, tão relevante pra mim.

Um passo importante para, de vez, eu entender que funciono melhor sem nenhum tipo de sociedade e continuar minha trajetória de uma maneira que fizesse sentido para mim. Assim, de 2015 até o presente, o workshop passou a se chamar “Eu Faço Acontecer”, e mais edições de sucesso ocorreram em Belo Horizonte e São Paulo.

Como dito acima, o que possuo desde Maio de 2014 é uma maravilhosa equipe de trabalho, composta por três psicólogos que foram meus ex-alunos na graduação e pós-graduação. Cada um tem seu campo de atuação independente, além de pensarmos e discutirmos juntos nossos serviços e atendimentos.

É um grupo de trabalho forte e unido, que preza pelo respeito à forma de cada um atuar, somando forças na equipe.

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Esta foi a maneira que encontrei para aumentar o número de serviços oferecidos por minha empresa, já que cada um deles têm experiências com outros nichos da Psicologia que eu não domino (além de também oferecermos serviços semelhantes).

Além disso, foi uma deliciosa maneira de eu continuar dialogando com profissionais da área, já que ao sair da faculdade acabei perdendo o contato frequente que eu habitualmente tinha com outros professores.

Em Setembro de 2015, uma outra experiência marcante: minha participação num congresso sobre Coaching sediado pela Harvard Medical School, em Boston, do qual me tornei membro. Momento também em que tive contato com o nicho intitulado “Coaching Psychology”, que em resumo agrega ao coaching o conhecimento advindo da psicologia científica.

Um pouco antes deste período, fui sondado e em seguida contratado pelo Bruno Soalheiro, presidente da Academia do Psicólogo (e que tinha me conhecido numa das primeiras edições do workshop que eu ofereço), para desenvolver uma Formação em Coaching apenas para psicólogos.

Aceitei o desafio e em Julho de 2016 ocorreu em São Paulo a primeira turma de Formação em Coaching Psychology ministrada no Brasil, pela Academia do Psicólogo.

O sucesso foi tão grande que uma segunda edição ocorreu em Agosto, na cidade de Belo Horizonte, e mais quatro edições estão previstas ainda neste ano, sendo uma delas recém ocorrida em Curitiba ainda em Setembro, uma em Recife em Outubro (com inscrições já abertas), uma no Rio de Janeiro em Novembro, e a última do ano novamente em São Paulo, em Dezembro.

Durante todo este tempo, não deixei de atuar como psicólogo clínico em Belo Horizonte. Além disso, passei a atender como coach também em São Paulo, como forma de expandir um pouco minha clientela. Vale lembrar que, como um processo de Coaching pode ser realizado por Skype, já atendi neste tempo pessoas dos mais variados lugares, tais como Sinop (MS), Salvador (BA), Pelotas (RS), Garanhuns, (PE) e também clientes residentes nos EUA.

Portanto, a entrada do coaching na minha vida proporcionou uma série de mudanças e crescimento pessoal e profissional gigantescos em minha trajetória. Em Agosto deste ano, completando 3 anos sem lecionar, minha avaliação é muito positiva.

Para ser ter uma ideia, seguem abaixo, alguns acontecimentos relevantes de uma maneira mais palpável e/ou mensurável, a título de ilustração:

  • Passei a ganhar mais dinheiro, tanto em função do aumento do valor das sessões de terapia, quanto por conta do serviço de coaching que passei a oferecer.
  • Número de clientes aumentou, em função de oferecer coaching (além de terapia).
  • Não passo mais do que 15 dias sem receber pelo menos uma demanda para algum tipo de serviço (terapia, coaching, supervisão, workshop ou palestra).
  • Organizei minha agenda de forma a me trazer mais qualidade de vida. Começo a trabalhar diariamente a partir das 13h, de Segunda à Quarta em Belo Horizonte, deixando os clientes de outras cidades prioritariamente nas Quintas-feiras, via Skype. A Sexta-feira fica mais livre para cuidar de assuntos pessoais, bem como estudar e programar os cursos, palestras e workshops. Pelas manhãs, faço atividade física e estudo. Aos finais de semana, lazer completo (eventualmente estou a trabalho em workshops, ministrando as Formações em Coaching, preparando algum material de trabalho, etc).
  • Aumento de trabalho em home office (em função dos atendimentos de coaching), aumentando minha qualidade de vida e reduzindo custos.
  • Em função das postagens nas redes sociais utilizando meus perfis profissionais (marketing de conteúdo), tenho sido requisitado para dar entrevistas em jornais, revistas e eventualmente programas de tv, aumentando a visibilidade e credibilidade do meu trabalho.
  • Criei um blog em meu site para o qual escrevo com frequência, sobre temas que gosto de trabalhar, exercitando uma linguagem menos técnica, que chega até a população que compra os meus serviços com mais facilidade de compreensão (desprendimento do linguajar tão técnico e acadêmico).

Em resumo, com a entrada do coaching na minha vida tive a oportunidade e atitude de rever minha trajetória e escolher construir uma nova, com prazer, qualidade de vida e realizações.

Obviamente, o responsável por todas as mudanças ocorridas em minha vida sou eu mesmo. O contato com o mundo do coaching funcionou como uma alavanca para muitas delas.

Mas de uma coisa eu não tenho dúvidas: o fato de eu ser psicólogo foi e tem sido a mola mestra da maior parte desta história bem sucedida.

A credibilidade conquistada ao longo de mais de 13 anos de atuação como psicólogo e mestre em análise do comportamento é o que faz com que muitas pessoas procurem por minha ajuda, não importa qual seja o serviço.

É por isso que estou extremamente grato em poder apresentar e introduzir o Coaching Psychology na vida de inúmeros psicólogos que desejam agregar mais valor em suas vidas profissionais e, consequentemente, pessoais.

Fica aqui, então, meu convite: vamos juntos construir mais uma história de sucesso?

Afinal, é você quem decide aonde quer chegar!

Grande abraço!

Observação: optei por não citar nomes dos parceiros/as nos projetos anteriormente citados para evitar qualquer desconforto no sentido de ter esquecido de alguém ou mesmo fazer com que alguém se sinta exposto com o breve relato feito. O intuito obviamente não é este. Pelo contrário, sou muito grato à passagem de todas estas pessoas em minha vida, pois foi com elas que tive a oportunidade de me desenvolver e crescer, encontrando um caminho com mais sentido em minha vida. Sem as partes boas e difíceis que vivi com cada uma delas, certamente não estaria aqui.

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Comentários
  • Samylla Reis - 09/04/2020

    Intenso e transformador.

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  • Rosalina - 15/03/2017

    Estaremos juntos na turma de Brasília. Seja bem vindo ao nosso "quadradinho" de oito

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  • Adriane - 06/10/2016

    Seu texto transmite a sua energia!! É estimulante ler sua tragetória. Concordo com você que o fato de ser psicólogo é transformador na carreira de coaching, nos colocando no encontro com o outro de maneira genuina e empática, ao mesmo tempo na condução de um processo libertador! Obrigada

    Responder
Ghoeber Morales
Ghoeber Morales

Psicólogo pela UFMG, Mestre em Análise do Comportamento pela PUC/SP, Master Coach pelo Center for Advanced Coaching (USA), Membro do Institute of Coaching (Harvard Medical School) e do International Society for Coaching Psychology (Londres).



Formação em Coaching exclusivamente voltada para psicólogos formados. Temos o objetivo de capacitar psicólogos a atuarem também como coaches, porém fazendo uso de todo o conhecimento em Psicologia já adquirido ao longo da graduação.

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